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Quanto Investir em Marketing Digital por Mês

  • Foto do escritor: Marina Ferreira
    Marina Ferreira
  • 17 de jul.
  • 5 min de leitura

Dia 28 do mês. Você fecha o caixa e sobra um dinheiro na conta.

Orçamento de marketing não é o quanto sobra no fim do mês. É uma conta que começa no faturamento.

Alguém da equipe pergunta: "vamos colocar mais em anúncio esse mês?". Você responde de cabeça, sem planilha, sem meta, só no feeling. Mês seguinte, se sobrar menos, corta tudo de novo.


Se isso soa familiar, o problema não é falta de vontade de investir. É que ninguém te ensinou a fazer essa conta a partir do que realmente importa: o seu faturamento.


O que é orçamento de marketing baseado em faturamento


É definir o valor mensal investido em marketing como um percentual fixo do que a empresa fatura, não como sobra de caixa. Em vez de perguntar "quanto sobrou esse mês?", a pergunta vira "quanto faturei e qual fatia disso reservo para atrair e manter cliente?".


Parece um detalhe pequeno, mas muda tudo. Marketing deixa de ser aquela despesa que aparece e some conforme o humor do dono e passa a ter meta, previsão e comparação de um mês para o outro.


Gráfico de faturamento usado para definir orçamento de marketing digital

Como calcular na prática


Primeiro passo: olhe o faturamento médio dos últimos três a seis meses, não só o mês passado. Um mês bom isolado engana a conta e um mês ruim isolado assusta mais do que deveria.


Empresa nova, ou que ainda tem pouca visibilidade na região onde atua, costuma trabalhar numa faixa entre 7% e 12% do faturamento. A questão é: quem ainda não é conhecido precisa investir mais para aparecer, tanto no Google quanto nas redes.


Empresa já estabelecida, com clientela recorrente e marca reconhecida, trabalha numa faixa menor, entre 3% e 7%. O objetivo muda: não é mais conquistar espaço do zero, é manter presença e não perder posição para quem está entrando no mercado agora.


Um exemplo direto ajuda a visualizar: uma empresa que fatura R$ 40 mil por mês e está começando a investir em marketing digital de forma estruturada pode trabalhar com algo entre R$ 2.800 e R$ 4.800 mensais (os tais 7% a 12%). Esse valor não sai todo de uma vez para um único canal. Ele se divide entre frentes diferentes, cada uma com um papel:

  • Tráfego pago

    (Google Ads, Meta Ads): a fatia que costuma trazer resultado mais rápido, geralmente a maior parte do orçamento no início, enquanto a marca ainda está construindo audiência própria.

  • Site e SEO

    : investimento que trabalha para você 24 horas por dia, sem depender de verba mensal para continuar aparecendo na busca do Google.

  • Social media

    : mantém presença e relacionamento com quem já te conhece, mesmo nos meses em que a verba de anúncio está mais curta.

  • Identidade visual e material gráfico

    : menor recorrência ao longo do ano, mas decisivo quando a marca ainda não tem cara própria e se confunde com a concorrência.

Não existe fórmula única para dividir essas fatias entre si. Uma empresa que já tem site bom mas pouco tráfego pode concentrar quase tudo em anúncio naquele mês. Outra que ainda nem tem um site profissional precisa investir ali primeiro, porque anunciar sem página de conversão decente é pagar para levar visitante a lugar nenhum.


Se quiser entender os valores de cada frente separadamente antes de montar o orçamento total, vale ler "Quanto Custa Anunciar no Google Ads? Guia por Segmento" e também "Quanto Custa Criar um Site Profissional?". São dois pontos de partida comuns para quem está montando esse orçamento pela primeira vez e não sabe por onde começar.


Quanto investir em marketing digital por mês, na prática?


Como referência, empresas em fase de crescimento costumam investir entre 7% e 12% do faturamento mensal em marketing digital. Empresas já consolidadas trabalham entre 3% e 7%. O valor exato depende do quanto a empresa precisa crescer, do quanto já é conhecida na região e da margem de lucro do negócio.


Por que calcular assim faz diferença


Quando o orçamento é uma fatia do faturamento, ele cresce junto com a empresa. Vendeu mais esse mês? O investimento em marketing sobe na mesma proporção, e sobra fôlego para escalar tráfego pago ou produzir mais conteúdo.


Vendeu menos? O corte também é proporcional, sem precisar zerar tudo de uma vez e perder o trabalho que já estava rodando: o posicionamento que já conquistou no Google, os seguidores que já estão engajados, as campanhas que já estão em fase de maturação e começando a ficar mais baratas.


Isso resolve um problema clássico: empresa que investe pesado por dois meses, some por três, e depois se pergunta por que o marketing "não funciona". Marketing digital funciona com continuidade.


Cortar e voltar do zero sempre sai mais caro do que manter um ritmo constante, mesmo que menor.


Um exemplo simples: uma campanha de Google Ads leva algumas semanas para o algoritmo entender qual público converge melhor e otimizar a entrega. Se você pausa a campanha e reinicia dois meses depois, esse aprendizado se perde e o custo por clique volta ao patamar inicial, mais alto.


O mesmo vale para redes sociais: perfil que para de postar perde alcance orgânico e demora para recuperar quando volta.


Tem ainda outro ponto que poucas empresas calculam: o custo de não investir. Enquanto sua empresa some das buscas, o concorrente aparece no lugar. Enquanto sua rede social fica parada, alguém está postando no seu lugar na cabeça do cliente que ia fechar com você.


Para saber se o dinheiro investido está de fato voltando, vale acompanhar "Como Medir o Retorno do Marketing Digital", porque definir orçamento sem medir resultado é só chute.


Outro erro comum é achar que só tráfego pago conta como investimento em marketing. Parte do orçamento também precisa ir para gestão de redes sociais e para conteúdo orgânico, que seguram a presença da marca justamente nos meses em que a verba de anúncio está mais apertada.


Se quiser entender melhor quando cada frente pesa mais, o artigo "Tráfego Orgânico x Tráfego Pago" ajuda a fazer essa divisão com mais clareza.


Vale lembrar: o percentual de faturamento é o ponto de partida, não uma régua absoluta e inflexível. Empresa endividada ou com margem muito apertada precisa ajustar a fatia para baixo, priorizando o que traz retorno mais rápido, antes de pensar em construir marca a longo prazo.


Já empresa com margem boa e vontade real de crescer pode ir na ponta de cima da faixa sem medo, porque o retorno tende a compensar.


Dono de pequena empresa revisando plano de marketing digital mensal

Um caso para ilustrar


Pense numa loja de móveis planejados que fatura R$ 60 mil por mês e nunca fez conta nenhuma para marketing, só ia gastando quando aparecia verba. Ao aplicar 8% do faturamento médio, o valor mensal fica em R$ 4.800. Desse total, a loja decide colocar R$ 2.800 em tráfego pago (porque já tem site funcional), R$ 1.200 em gestão de redes sociais e R$ 800 reservados para material gráfico usado em feiras e eventos locais.


No mês seguinte, o faturamento sobe para R$ 70 mil. O orçamento de marketing acompanha, sem ninguém precisar sentar e decidir de novo do zero: já existe uma regra. Isso tira a decisão da emoção e coloca dentro de um processo, que é exatamente o que separa empresa que investe em marketing de empresa que só gasta com marketing de vez em quando.


Como colocar isso em prática ainda esse mês


Pegue o faturamento médio dos últimos três meses. Aplique o percentual da sua fase: 7% a 12% se a empresa está começando a construir presença digital, 3% a 7% se ela já é conhecida na região.


Divida esse valor entre as frentes que fazem sentido para o seu momento hoje: tráfego pago, site, social media, identidade visual.


Não precisa acertar a divisão de primeira. O importante é sair do "quanto sobrou" e entrar no "quanto faz sentido investir para o tamanho que eu quero que a empresa tenha daqui a um ano".


Se quiser ajuda para montar esse plano com números reais do seu negócio, a d-Rocket faz esse diagnóstico junto com você, sem enrolação e sem prometer resultado que não pode entregar.


Fale com a gente e vamos montar o orçamento que cabe no seu caixa, não o que parece bonito numa planilha genérica.

Foto: Bia Limova / Pexels

 
 
 

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