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Vale a Pena Contratar Social Media? A Conta na Prática

  • Foto do escritor: Marina Ferreira
    Marina Ferreira
  • há 3 dias
  • 5 min de leitura

Você abre o Instagram da empresa numa segunda de manhã e o último post é de dez dias atrás. Aí vem a pergunta que ninguém quer fazer em voz alta: contrato alguém para cuidar disso ou peço para a estagiária dar um jeito nas horas vagas?

Contratar social media não é gasto, é investir em cuidado para a vitrine da sua empresa.

Essa é a pergunta que interessa. Não é se redes sociais importam, isso já está resolvido. É se vale a pena contratar social media pago todo mês ou se dá para resolver por dentro, sem gastar mais do que a empresa precisa.


A cena que se repete em quase toda PME


O dono sabe que precisa postar. Sabe que precisa responder direct, comentário, mensagem que chega pelo WhatsApp da bio. No começo ele mesmo posta. Depois delega para alguém do time que "entende de celular". Essa pessoa vira social media sem nunca ter sido contratada para isso, e sem ter sido treinada para isso também.


O resultado é sempre o mesmo: post inconsistente, sem calendário, sem estratégia por trás. A conta não cresce porque ninguém está de fato pensando nela, só apagando incêndio do dia.


É nesse ponto que a pergunta "contrato ou terceirizo" aparece de verdade. E ela só se resolve com conta na ponta do lápis, não com sensação de que "está caro" ou "deve ser barato".


Social media editando post de rede social no celular

Quanto custa ter um social media interno, de verdade


Contratar CLT não é só o salário que aparece no anúncio de vaga. Em cima do salário bruto entram FGTS, INSS patronal, 13º e férias com um terço, além da provisão para uma eventual rescisão.


Some equipamento (notebook, se a pessoa não tiver o próprio), ferramenta de edição, ferramenta de agendamento de posts e, na maioria dos casos, uma verba de tráfego pago para impulsionar o que foi produzido.


Sem isso, o alcance orgânico sozinho raramente sustenta crescimento.


Tem ainda o tempo de gestão, que quase nunca entra na conta. Alguém precisa aprovar pauta, dar feedback, cobrar prazo, revisar o que sai no ar. Esse tempo é custo, mesmo sem nota fiscal.


E existe a faixa salarial em si, que varia bastante entre um social media júnior (que executa) e um pleno (que também pensa estratégia, não só posta).


O que vem incluso quando você terceiriza


Quando a empresa contrata uma agência ou um freelancer de social media, o pacote costuma reunir mais gente do que uma única pessoa CLT conseguiria dar conta sozinha.


Normalmente entram estrategista de conteúdo, designer, redator e, em vários casos, alguém de tráfego pago acompanhando o resultado junto. Um pacote de gestão de redes sociais completo costuma juntar essas frentes numa mensalidade só.


Isso é diferente de pagar salário e encargos de uma pessoa que, sozinha, dificilmente vai dominar estratégia, design, copy e anúncio com qualidade em todas as pontas ao mesmo tempo. Cada uma dessas frentes tem uma curva de aprendizado própria.


Não existe valor universal certo. Existe o que cabe no orçamento da empresa agora, comparado ao que ela ganharia em consistência e estratégia se parasse de improvisar.


Vale a pena contratar um social media para pequena empresa?


Sim, na maioria dos casos vale mais a pena terceirizar do que contratar CLT. O custo de uma equipe completa (estratégia, design, texto e tráfego) sai mais barato via agência ou freelancer do que somando salário, encargos e ferramentas de uma pessoa só tentando fazer tudo sozinha.


O custo que não entra em planilha nenhuma: o turnover


Quando o social media interno sai da empresa, ele leva o histórico de senha, o calendário editorial, o que já foi testado e o que não funcionou. Muita coisa some junto com a pessoa.


A empresa começa quase do zero. Contrata outra pessoa, treina, espera ela entender o tom de voz da marca. Nesse meio tempo a produção fica parada ou rasa, e o efeito disso aparece semanas depois, no alcance e no engajamento.


Isso não vira linha de custo em nenhuma planilha, mas é real. Agência ou freelancer bem estruturado não depende de uma única pessoa, então a operação não trava por completo quando alguém sai do time.


Vale lembrar também que, sem uma frequência mínima de postagem definida, o problema de inconsistência volta a se repetir, seja com equipe interna ou externa. Fica mais claro quando a empresa compara seu ritmo atual com o de quem já organizou esse calendário antes.


Empresário calculando custo de contratar social media na planilha

Quando faz sentido contratar interno, quando faz sentido terceirizar


Contratar interno costuma valer a pena quando a empresa já tem volume grande de demanda, precisa de resposta em tempo real todos os dias e tem caixa para sustentar equipe própria com folga, não no limite.


Terceirizar costuma valer mais quando a empresa quer estratégia e consistência sem inflar a folha de pagamento, ou quando ainda está testando o quanto redes sociais vão de fato gerar retorno para o negócio.


Existe também o meio do caminho: manter alguém interno para o atendimento do dia a dia e terceirizar estratégia, design e produção mais elaborada. Boa parte das empresas em Belo Horizonte funciona assim, dividindo a responsabilidade em vez de jogar tudo numa única pessoa.


  • Se o problema é falta de tempo do dono para pensar em conteúdo: terceirizar resolve rápido.

  • Se o problema é falta de mão de obra qualificada disponível na região: terceirizar também resolve.

  • Se o problema é volume altíssimo de atendimento via direct: vale considerar interno, mesmo que combinado com apoio externo.


Como decidir sem se enganar


Antes de decidir, vale colocar no papel três números: quanto custaria contratar CLT com todos os encargos, quanto custa um pacote terceirizado equivalente e quanto a empresa perde hoje por não ter ninguém cuidando disso de forma estratégica.


Muita empresa despreza esse terceiro número. Perfil parado, engajamento caindo, nenhum conteúdo puxando tráfego para o site tem custo, mesmo que ele não venha numa fatura no fim do mês.


Se o site da empresa também está desatualizado, ou nem existe, vale olhar isso junto. Redes sociais sem um destino de conversão decente, como uma página ou site profissional, perdem boa parte do efeito.


É como investir em anúncio para uma loja com a porta fechada.


Outro ponto que ajuda na decisão: entender qual frequência de postagem a empresa realmente sustenta com qualidade, sem prometer todo dia e entregar uma vez por mês. Este outro guia sobre com que frequência postar nas redes sociais explica isso melhor.


O que perguntar antes de fechar com qualquer opção


Independente de contratar CLT ou terceirizar, algumas perguntas evitam dor de cabeça mais na frente.

  1. Quem vai definir a estratégia, não só produzir o post?

  2. Quem mede o retorno e como isso é apresentado para você?

  3. O que acontece se a pessoa ou a agência sair no meio do caminho?

  4. Design, copy e tráfego pago estão inclusos ou são cobrados separado?


Se a resposta para a segunda pergunta for vaga, vale entender melhor como medir o retorno do marketing digital antes de assinar qualquer contrato, seja com pessoa interna ou terceirizada.


E se a dúvida for entre várias agências de Belo Horizonte, este outro material sobre como escolher uma agência de marketing em BH sem erro ajuda a filtrar quem entrega estratégia de fato, não só post bonito.


Também vale entender a diferença entre as funções envolvidas, porque muita empresa confunde social media com designer e com redator, quando são papéis distintos. Este outro texto sobre as diferenças entre designer gráfico, social media e redator deixa isso mais claro.


No fim das contas


Não existe resposta igual para toda empresa. Existe a conta que cabe no seu momento e no seu caixa agora, em 2026, com o time e o orçamento que você tem hoje.


O erro mais comum não é escolher interno ou terceirizado. É não fazer a conta completa, incluindo encargos, ferramentas, tempo de gestão e o custo de deixar o perfil parado enquanto a decisão não é tomada.


Se quiser colocar os números reais da sua empresa na mesa e ver o que faz mais sentido para o seu caso, a d-Rocket conversa com você sem enrolação, com a conta certa em mãos, não com promessa vazia.

Foto: Mikael Blomkvist / Pexels

 
 
 

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